Primeiro filho a caminho? Como preparar as finanças para aumentar a família
- Maxfinance

- 31 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: 11 de ago.
A chegada de um primeiro filho é um momento único, cheio de emoções, expectativas, mas também novas responsabilidades, grande parte delas, financeiras. Preparar as finanças com antecedência ajuda a viver esta fase com mais tranquilidade.
Se está à espera do primeiro bebé, este artigo é para si: reunimos dicas práticas (com exemplos!) para organizar o seu orçamento familiar.
1. Reavalie o orçamento familiar
O primeiro passo é analisar o que entra e o que sai da sua conta todos os meses. Ter um bebé implica novas despesas regulares, tais como: fraldas, cremes, roupa, vacinas, entre outras que devem ser acomodadas no orçamento.
Exemplo prático: Se o casal costuma gastar 150 €/mês em refeições fora e
80 € em plataformas de streaming e ginásio, podem reduzir essas despesas
para metade e redirecionar os 115 € poupados para um “fundo bebé” mensal.
2. Crie um fundo de emergência
A chegada de um bebé aumenta o risco de despesas inesperadas. Ter uma reserva financeira ajuda a lidar com imprevistos como consultas médicas, medicamentos ou avarias em casa. O ideal é ter de lado entre 3 a 6 meses de despesas essenciais.
Exemplo prático: Se as despesas mensais da família forem 1.200 €, deve
tentar acumular entre 3.600 € e 7.200 € num fundo de emergência. Começar
por juntar 100 € por mês já faz uma grande diferença ao fim de um ano.
3. Informe-se sobre os apoios do Estado
A Segurança Social disponibiliza vários apoios para futuros pais: abono de família, subsídio parental, redução de horário, isenção de taxas moderadoras, entre outros. Saber com antecedência o que pode receber permite planear melhor.
Exemplo prático: Um casal com rendimentos médios pode receber cerca de 100 €/mês de abono de família. Além disso, se a mãe estiver de baixa 150 dias com remuneração a 83%, e ganhar 1.200 €, passará a receber cerca de 996 €/
mês durante esse período.
4. Prepare-se para uma possível redução de rendimento
Com a licença de parentalidade, é habitual haver uma redução temporária no rendimento familiar. Faça simulações com base nos valores líquidos que vão passar a receber e identifique onde pode ajustar despesas.
Exemplo prático: Se ambos os membros do casal recebem 1.200 €/mês e um deles entra em licença a 83%, o rendimento do agregado baixa para 2.196 €. Isso pode exigir cortes de 200 €/mês.
5. Avalie os seguros que tem
É importante garantir que toda a família está protegida, principalmente em termos de saúde. Veja se vale a pena subscrever ou ajustar seguros de saúde, vida ou multirriscos.
Exemplo prático: Um seguro de saúde básico para um bebé pode custar
entre 10 € e 30 €/mês, e permite acesso mais rápido a consultas de pediatria.
Um seguro de vida para os pais pode garantir estabilidade financeira à
criança em caso de imprevistos.
6. Planeie as grandes despesas com tempo
Berço, carrinho, banheira, fraldas, roupinhas... a lista de compras parece interminável. Mas, com planeamento, é possível evitar gastos excessivos e até poupar.
Exemplo prático: Um carrinho novo pode custar 500 €, mas em segunda
mão ou em outlets pode encontrar-se por 150 € com pouca utilização. Muitas
famílias também emprestam ou oferecem artigos de bebé, vale a pena
perguntar antes de comprar tudo.
7. Pense no futuro
Ainda que os primeiros tempos consumam muito do foco e orçamento, vale a pena pensar mais à frente. Se conseguir começar a poupar para a educação do seu filho desde cedo, mesmo que seja pouco, estará a ganhar tempo e juros.
Exemplo prático: Poupando 25 €/mês desde o nascimento até aos 18 anos,
pode acumular mais de 6.000 €, considerando uma rentabilidade anual de
2,5%. Esse valor pode ajudar a pagar a universidade, tirar a carta ou até fazer
um intercâmbio.
Se precisa de apoio para reorganizar as suas finanças, consolidar créditos ou encontrar soluções ajustadas à nova realidade familiar, fale connosco.




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